sábado, 9 de abril de 2011

O Legado Grego

Político

Alguns estudiosos modernos da Grécia antiga, especialmente desde o surgimento de corporações internacionais como a Liga das Nações e as Nações Unidas, surpreenderam-se com a incapacidade dos gregos clássicos de estabelecerem vínculos de união duradoura entre cidades, com base numa cultura comum, e destacaram que essa desunião política facilitou a conquista e a submissão externas. Pode-se argumentar também que foi precisamente a independência e a rivalidade das cidades que possibilitaram as suas extraordinárias e férteis experiências de democracia.
Estima-se que havia bem mais de mil comunidades gregas distintas e radicalmente diferenciadas , espalhadas pelo mundo grego.
À época de Aristóteles, no século IV, a vasta maioria dessas comunidades desfrutava de alguma forma de governo democrático ou aligárquico- ou seja, versões de autogestão nas quais o poder era depositado principalmente nas mãos da maioria pobre(demos) ou da minoria rica de cidadões adultos do sexo masculino. No entando, depois da morte de Aristóteles, em 322, a democracia virtualmente desapareceu, ou melhor; foi suprimida em todo o mundo antigo. Só reapareceu-sob uma aparência muito diferente- no século XVI. Contudo, quando a ideia de autogestâo popular foi mais uma vez considerada um sistema político sério, ainda que a princípio revolucionario, recebeu o nome de democracia, palavra derivada do grego.

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